por Hilario em
Podcast

Guia de segredos e easter eggs em Cyberpunk 2077: Phantom Liberty

Cyberpunk 2077: Phantom Liberty chegou para expandir Night City com a perigosa zona de Dogtown, e trouxe consigo uma camada extra de mistérios para os jogadores explorarem. A expansão introduziu uma narrativa de espionagem protagonizada por Solomon Reed, mas também esconde dezenas de referências e segredos que recompensam quem observa o mundo com atenção. Cada beco, terminal e diálogo pode guardar uma surpresa que muda completamente a forma como o jogador enxerga o universo criado pela CD Projekt Red. Sibabeh.com.

A CD Projekt Red é conhecida por rechear seus mundos com easter eggs que conectam diferentes mídias e o universo interno de seus jogos. Phantom Liberty mantém essa tradição com mensagens em terminais, itens escondidos e diálogos que fazem referência tanto a The Witcher quanto a outros títulos do estúdio polonês. O capricho vai além das piadas internas e alcança referências ao cinema, à literatura cyberpunk e até mesmo à história da própria empresa, algo que os fãs mais dedicados costumam valorizar em suas análises.

Dogtown, o distrito controlado pelo Kurt Hansen, funciona como um personagem à parte na expansão. Suas vielas decadentes, mercados negros e bases militares guardam cantos pouco explorados, e cada esquina pode esconder uma piada interna ou um segredo que muda a percepção do jogador sobre o que aconteceu na história principal. A arquitetura vertical do local, com prédios interconectados e passagens subterrâneas, cria oportunidades únicas para a CD Projekt Red esconder conteúdo fora do caminho principal.

Este guia reúne os achados mais interessantes relatados pela comunidade, desde conexões com a campanha base até detalhes que só quem jogou Cyberpunk 2020 no tabuleiro consegue reconhecer. A ideia é ajudar quem quer extrair o máximo da experiência antes de partir para a próxima aventura em Night City, mas também serve como registro para os jogadores que já terminaram a campanha e querem revisitar Dogtown com olhos atentos.

Referências a The Witcher e ao universo CD Projekt Red

A presença de elementos de The Witcher em Night City não é exatamente nova, mas Phantom Liberty intensifica essas aparições de maneira curiosa. Em uma das fases da expansão, é possível encontrar um holograma publicitário que reproduz a famosa frase "Evil is evil", dita por Geralt em The Witcher 3, agora adaptada para um contexto corporativo. A descoberta virou meme nas redes sociais e mostra como a CD Projekt Red gosta de brincar com sua própria mitologia, cruzando franquias que à primeira vista não teriam conexão narrativa.

Outra referência aparece em um dos terminais de Dogtown: um funcionário da Militech reclama de "contratos com homens de cabelos brancos" e menciona dificuldades com alguém que "prefere espadas a armas de fogo". A alusão a Geralt é sutil, mas fãs de The Witcher não demoraram a notar a piada. Em outro canto do mapa, um NPC cita diretamente um dos bordões de Yennefer, sem qualquer contexto lógico, reforçando o tom nonsense típico dos easter eggs que a empresa espalha por seus mundos.

Há também menções a Gwent, o jogo de cartas que se tornou febre em The Witcher 3. Um comerciante de Dogtown vende um baralho modificado chamado "Gwent: Netrunner Edition", com ilustrações reimaginadas para o universo cyberpunk. Quem comprar o item recebe um pequeno lore explicando como o jogo original teria evoluído dentro do universo de Cyberpunk 2077. A CD Projekt Red aproveita para debochar de si mesma, já que a franquia de cartas ganhou spin-offs reais e se tornou um produto à parte dentro do catálogo do estúdio.

Uma última curiosidade envolve o protagonista do jogo base: em certo ponto da expansão, V pode encontrar uma nota deixada por um fã de música que compara o mercenário ao próprio Geralt de Rívia. A comparação aparece em um poster rasgado colado em uma parede de beco, e o texto completo revela uma admiração quase religiosa pelo estilo de luta de ambos. É o tipo de easter egg que passa despercebido pela maioria, mas que demonstra o cuidado da equipe em manter viva a identidade da empresa, algo que costuma ser destacado em matérias publicadas pelo Fliperama Nerd sobre os jogos do estúdio polonês.

Mensagens ocultas e segredos nos terminais de Dogtown

Os terminais espalhados por Dogtown funcionam como pequenas cápsulas de história ambiental, e Phantom Liberty adiciona dezenas de novos e-mails, registros de segurança e mensagens pessoais para os jogadores que se dispõem a ler. Entre os arquivos confidenciais, um dos mais comentados revela que a NUSA estava monitorando o paradeiro de V desde antes dos eventos do jogo base, algo que conecta a expansão diretamente à história principal e dá novo contexto para algumas reviravoltas do ato final.

Em outro terminal, dentro de uma base da FIA, há uma sequência de mensagens trocadas entre agentes que discutem o paradeiro de Songbird. O tom varia entre o profissional e o desesperado, e um dos agentes chega a comparar a situação com "aquele incidente em Pripyat", referência direta à usina nuclear de Chernobyl, claramente uma piada interna da equipe de desenvolvimento. Outro agente responde dizendo que a comparação é "inapropriada" e pede que o colega "pense antes de digitar", um toque de humor que humaniza personagens secundários.

Os jogadores também encontraram mensagens em código que, ao serem decifradas, revelam coordenadas para um pequeno esconderijo com dinheiro e um chip de cyberware raro. A pista aparece em um e-mail descartado de um traficante de Dogtown, que aparentemente esqueceu de deletar o arquivo antes de vender o terminal. Esse tipo de segredo recompensa a exploração minuciosa, algo que sempre foi marca da CD Projekt Red em todos os seus projetos de mundo aberto.

Há ainda um terminal específico em um prédio abandonado que reproduz uma conversa entre dois programadores discutindo bugs do "projeto Night City". A conversa inclui termos técnicos reais e reclamações sobre prazos, o que foi interpretado pela comunidade como uma meta-referência ao desenvolvimento conturbado de Cyberpunk 2077. O terminal pode ser acessado livremente, e o conteúdo não interfere em nenhuma missão, funcionando como um easter egg exclusivo para os jogadores mais curiosos.

Conexões com a história principal e personagens recorrentes

Phantom Liberty não se limita a contar uma história paralela; ela reconecta fios soltos da campanha original de Cyberpunk 2077. Quem jogou o arco dos Peralez no jogo base encontra uma surpresa logo nas primeiras horas da expansão: Jefferson Peralez aparece brevemente em Dogtown, e o diálogo faz referência direta ao "fantasma na máquina" que assombrava o casal durante a investigação. A participação é curta, mas serve como confirmação de que os eventos da expansão ocorrem em paralelo aos desdobramentos da história principal.

Outra conexão notável envolve a MaxTac, a tropa de elite da polícia de Night City. Em um dos finais possíveis da expansão, é possível encontrar vestígios de uma operação da MaxTac em Dogtown, incluindo um áudio que menciona o paradeiro de um dos membros da equipe que aparece no prólogo. Isso dá aos jogadores a sensação de que o universo continua girando mesmo após o encerramento da trama principal, algo essencial para a imersão em mundos abertos bem construídos.

A expansão também faz referência a personagens secundários que muitos jogadores já tinham esquecido. O bartender do Afterlife, por exemplo, comenta sobre o desaparecimento de "V" e menciona ter ouvido rumores sobre alguém contratar mercenários para encontrar o protagonista. Esse tipo de menção breve, mas significativa, mostra um cuidado com a continuidade narrativa que poucos jogos de mundo aberto conseguem manter com tanta eficiência.

Quem completou o romance com Panam Palmer também encontra um aceno sutil: durante uma conversa por telefone, Panam menciona que seu grupo recebeu uma proposta de trabalho em Dogtown, mas recusou por considerar a região "perigosa demais até para nós". A frase confirma a reputação do distrito e sugere que a facção dos Aldecaldos continua ativa no cenário de Phantom Liberty, mesmo sem aparecer diretamente nas missões principais da expansão.

Armas, cyberware e itens escondidos no mapa

Dogtown guarda alguns dos itens mais poderosos de Cyberpunk 2077, mas vários deles só são encontrados por quem explora os cantos menos óbvios do mapa. Um dos segredos mais comentados é a chamada "Herói de Pripyat", uma pistola icônica escondida no subsolo de uma instalação abandonada. A arma é tão rara que muitos jogadores só descobriram sua existência após semanas de exploração, e o seu mod único altera completamente a forma como os combates podem ser abordados.

Há também um conjunto completo de cyberware experimental que pode ser adquirido gratuitamente em um esconderijo da FIA. Para encontrar o local, é preciso seguir uma série de pistas em terminais e prestar atenção em uma conversa aleatória entre dois NPCs em um bar de Dogtown. O segredo envolve decifrar um código que mistura latim e linguagem de programação antiga, um desafio que recompensa quem tem paciência para decifrar cada etapa da busca.

Entre os itens colecionáveis, Phantom Liberty introduz novas figuras de tarot e Johnny Silverhand grava mensagens adicionais em algumas fitas cassete escondidas. Cada fita contém uma reflexão do rocker sobre os eventos da expansão, oferecendo contexto extra para quem se importa com o destino de V. Os colecionadores precisarão visitar todos os esconderijos da Voodoo Boys para completar a coleção, e algumas fitas só aparecem em horários específicos do dia dentro do jogo.

Há ainda um veículo escondido em um estacionamento subterrâneo que pode ser obtido sem custo, mas só se o jogador resolver um pequeno puzzle ambiental. O carro em questão é uma referência direta a um modelo clássico da cultura automobilística, e os fãs de carros antigos costumam apontar a inclusão como um dos acenos mais elegantes da expansão para os entusiastas do gênero. Encontrá-lo exige percorrer becos pouco visitados, longe das missões principais, o que reforça a importância de explorar cada canto do mapa.

Homenagens à cultura pop e ao legado de Cyberpunk 2020

Phantom Liberty é generoso em referências à cultura pop que influenciou o gênero cyberpunk. Em uma das missões secundárias, há um NPC que recita quase palavra por palavra o monólogo inicial de Blade Runner, acreditando ser um replicante. A cena é breve, mas é um aceno claro ao filme que definiu a estética distópica do gênero e continua sendo referência obrigatória para qualquer obra que se passe em megacidades decadentes controladas por corporações.

O jogo também presta homenagem ao material original de Cyberpunk 2020, o RPG de mesa que inspirou o videogame. Um dos documentos encontrados em Dogtown detalha uma operação chamada "Firma Secreta", uma campanha famosa entre os jogadores de mesa nos anos 90. Quem conhece o cenário original reconhece imediatamente os nomes e os eventos descritos, e a inclusão funciona como um carinho para os fãs mais antigos que acompanham a franquia desde suas origens impressas.

As músicas do rádio de Dogtown incluem faixas que fazem referência a bandas e artistas do universo cyberpunk, incluindo algumas que só existiam no RPG de mesa. Uma estação clandestina transmite um programa apresentado por um NPC chamado Rockerboy, em clara alusão ao conceito central do cenário original. Esses detalhes não alteram a jogabilidade, mas enriquecem enormemente a imersão no mundo de Night City e mostram o respeito da CD Projekt Red pelo material que originou o jogo.

Por fim, a expansão inclui participações especiais de personagens que só fazem sentido para quem conhece outros jogos do estúdio. Um easter egg particularmente interessante aparece em um outdoor na entrada de Dogtown, exibindo um anúncio de uma companhia aérea que se chama "Witcher Air". O outdoor está danificado e parcialmente coberto por lixo, mas os jogadores atentos não demoram a reconhecer a referência e compartilhá-la nas redes sociais como mais uma prova do capricho da equipe de desenvolvimento.

Explorar Phantom Liberty em busca de easter eggs é uma das experiências mais recompensadoras que a CD Projekt Red já ofereceu aos fãs de Cyberpunk. Cada canto de Dogtown reserva uma surpresa, e a sensação de descobrir uma referência escondida após horas de exploração é inesquecível. Os segredos mais bem guardados continuam a ser revelados pela comunidade, mostrando que o jogo ainda tem muito a oferecer mesmo para quem já terminou a campanha principal e pensa conhecer cada centímetro do mapa.

Jogador desde os 3 anos de idade, entusiasta de videogame sempre buscando se manter atualizado nos lançamentos. Apaixonado por game design, animes e kpop!
Compartilhar postagem:

Postagens Relacionadas

Sem Comentários

Deixe uma resposta